Tem ano em que os grandes lançamentos chegam exatamente como o público esperava. E tem ano em que alguns jogos aparecem do nada, mudam a conversa e acabam roubando a cena.
2025 teve um pouco dos dois.
De um lado, tivemos nomes gigantes como Monster Hunter Wilds, Death Stranding 2 e DOOM: The Dark Ages. Do outro, jogos como Clair Obscur: Expedition 33 e Blue Prince provaram que ainda existe muito espaço para ideias diferentes.
E não foi só uma questão de quantidade de lançamentos. O mais interessante de 2025 foi a variedade.
Tivemos RPG medieval, aventura cooperativa, exploração, roguelike, caça a monstros, ação frenética e até jogos que simplesmente decidiram fazer as coisas de um jeito diferente.
Agora estamos em 2026 e já dá para olhar para aquela safra com outros olhos.
Alguns desses jogos continuam recebendo novidades. Outros chegaram a novas plataformas. E alguns simplesmente continuam sendo lembrados porque conseguiram fazer algo que chamou atenção mesmo em meio a tantos lançamentos.
Por isso, o Nerds Cultura separou 10 jogos que ajudaram a definir 2025 e que ainda têm motivos para aparecer no radar dos jogadores em 2026.
E aqui tem um detalhe importante: a ordem serve para organizar a matéria. Não existe uma tentativa de transformar gostos diferentes em uma verdade absoluta. Cada jogo entrou por um motivo próprio.
O que fez esses jogos se destacarem?
Em vez de montar uma lista apenas com os maiores nomes do mercado, a ideia foi olhar para aquilo que cada jogo conseguiu fazer de diferente.
Alguns chamaram atenção pela história. Outros pela jogabilidade. Outros simplesmente encontraram uma maneira diferente de trabalhar um gênero conhecido.
Também pesou o impacto que esses títulos tiveram durante 2025 e o que aconteceu com eles depois do lançamento.
A prova disso está na própria lista.
Tem jogo independente ao lado de superproduções, franquias conhecidas dividindo espaço com nomes novos e estilos completamente diferentes aparecendo na mesma seleção.
Então, vamos aos jogos.

1. Clair Obscur: Expedition 33 — A surpresa que tomou conta de 2025
Se existia um jogo capaz de representar a capacidade de uma nova franquia surpreender em 2025, Clair Obscur: Expedition 33 tinha todos os motivos para estar aqui.
Desenvolvido pela Sandfall Interactive, o jogo mistura RPG por turnos com elementos de ação em um mundo inspirado pela Belle Époque francesa.
Mas não é apenas o visual que chama atenção.
O combate permite que o jogador interaja com os ataques e defesas em tempo real, criando uma dinâmica diferente para um RPG tradicional por turnos.
A história também aposta em um universo cheio de mistérios, personagens marcantes e uma ameaça que dá identidade própria à aventura.
O reconhecimento foi enorme. No The Game Awards 2025, Clair Obscur: Expedition 33 venceu o prêmio de Jogo do Ano e também levou outros prêmios importantes, incluindo Direção, Narrativa, Direção de Arte, Trilha Sonora, RPG e Jogo Independente.
E o que aconteceu em 2026?
O jogo continuou recebendo atenção depois do lançamento, enquanto sua comunidade seguia explorando o universo criado pela Sandfall.
A própria desenvolvedora também manteve atualizações e novidades relacionadas ao jogo em seus canais oficiais.
O que faz esse jogo se destacar?
2025 mostrou que uma franquia nova não precisa chegar acompanhada de décadas de história para chamar atenção.

2. Blue Prince — O jogo em que cada porta pode mudar tudo
Blue Prince é provavelmente um dos títulos mais difíceis de explicar em poucas palavras.
Você chega à misteriosa propriedade Mount Holly esperando encontrar respostas. O problema é que a própria mansão funciona como um enorme quebra-cabeça.
Os cômodos mudam, as possibilidades são diferentes e cada escolha pode alterar o caminho da exploração.
Em vez de colocar o jogador diante de uma sequência tradicional de combates e missões, Blue Prince aposta na curiosidade.
Você observa.
Testa.
Anota.
Erra.
E tenta novamente.
É justamente essa estrutura que fez o jogo se destacar tanto entre os lançamentos de 2025.
E em 2026?
Blue Prince continuou recebendo atualizações e correções depois do lançamento, mantendo o jogo ativo para quem continuou explorando os mistérios de Mount Holly.
O diferencial está justamente aqui: Blue Prince lembra que nem todo game precisa colocar uma arma na mão do jogador para conseguir prender sua atenção.

3. Split Fiction — Quando jogar sozinho simplesmente não é a ideia
A Hazelight já tinha mostrado sua habilidade com experiências cooperativas em It Takes Two. Em 2025, o estúdio voltou com uma proposta ainda mais maluca.
Split Fiction coloca duas pessoas no controle de Mio e Zoe, duas escritoras presas em uma simulação que mistura ficção científica e fantasia.
E o jogo foi construído em torno dessa parceria.
Enquanto uma situação pode colocar os jogadores em um cenário futurista, poucos minutos depois a aventura pode mudar completamente de direção.
Novas mecânicas aparecem constantemente, fazendo com que os dois jogadores precisem prestar atenção no que está acontecendo.
Outro detalhe interessante é o Friend’s Pass: uma pessoa pode comprar o jogo e convidar outra para participar da aventura cooperativa.
E em 2026?
O jogo continua disponível no PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.
É aí que o jogo ganha espaço nesta seleção: Split Fiction não trata o multiplayer como um detalhe.
A cooperação é o próprio coração do jogo.

4. Kingdom Come: Deliverance II — Um RPG medieval que não quer facilitar sua vida
Esqueça cavaleiros invencíveis derrotando dezenas de inimigos sem pensar duas vezes.
Kingdom Come: Deliverance II segue outro caminho.
O RPG da Warhorse Studios aposta em um mundo medieval mais pé no chão, com combates que exigem atenção, escolhas que possuem consequências e uma progressão que faz o jogador realmente sentir que está vivendo dentro daquele período.
Henry continua sendo o protagonista, mas agora sua jornada acontece em uma aventura maior, com novas regiões, personagens e conflitos.
O jogo também continuou recebendo conteúdo depois do lançamento, com expansões como Brushes with Death, Legacy of the Forge e Mysteria Ecclesiae fazendo parte do passe de expansão.
E 2026?
O jogo também ganhou espaço na comunidade de PC por meio de projetos criados por jogadores, incluindo iniciativas que experimentam novas formas de explorar o mundo do RPG.
Esse é o ponto que faz o título se destacar: Kingdom Come: Deliverance II não tenta transformar a Idade Média em um parque de diversões.
Ele quer que você aprenda a sobreviver naquele mundo.

5. Death Stranding 2: On the Beach — Kojima novamente fazendo do seu jeito
Poucos jogos conseguem dividir opiniões simplesmente por existirem.
Death Stranding 2 é um deles.
Hideo Kojima voltou a trabalhar com a ideia de uma aventura que mistura exploração, ação, ficção científica e uma história difícil de explicar sem entregar spoilers.
Sam Porter Bridges está de volta, mas desta vez a jornada vai além do cenário conhecido do primeiro jogo.
O título também expandiu algumas das possibilidades de exploração e combate, mantendo aquela mistura estranha de momentos silenciosos com situações completamente fora do esperado.
O que mudou em 2026?
Uma das principais novidades foi a chegada ao PC.
Death Stranding 2: On the Beach foi lançado para PC em 19 de março de 2026, ampliando o público que pode acompanhar a nova jornada de Sam.
Isso ajudou a manter o jogo em evidência durante 2026.
E é justamente essa liberdade criativa que coloca o jogo na lista: Death Stranding 2 continua fazendo uma pergunta que poucos grandes lançamentos costumam fazer:
“E se fizéssemos tudo de outro jeito?”

6. Monster Hunter Wilds — A caça ficou ainda maior
Monster Hunter Wilds chegou em 2025 carregando uma das franquias mais conhecidas da Capcom.
Mas seu grande diferencial está justamente na forma como o mundo interfere nas caçadas.
Os ambientes mudam, os monstros interagem entre si e o jogador precisa observar o território antes de simplesmente partir para o ataque.
A sensação é menos de entrar em uma arena e mais de realmente acompanhar uma criatura em seu habitat.
E o que vem em 2027?
Aqui está uma das grandes novidades que continuaram movimentando o jogo em 2026.
A Capcom anunciou Monster Hunter Wilds: Ascendance, uma grande expansão prevista para 2027.
Ela vai adicionar novas áreas, monstros, história, novas ações para as armas e o Master Rank.
Em setembro de 2026, novos detalhes também foram revelados, incluindo o monstro Araketa, o Dragão Ancião Gundoraja e novas mecânicas de combate.
O que coloca Wilds nesta seleção?
A maneira como cada caçada depende não apenas do monstro, mas também do ambiente ao redor.

7. Donkey Kong Bananza — Donkey Kong ganhou um mundo para destruir
A Nintendo pegou Donkey Kong e fez uma pergunta simples:
E se ele pudesse destruir praticamente tudo ao redor?
A resposta foi Donkey Kong Bananza.
O jogo usa a destruição como parte central da exploração. Paredes, terrenos e obstáculos deixam de ser apenas elementos do cenário e passam a fazer parte da própria jogabilidade.
E isso muda completamente a maneira como você pensa em cada área.
O jogo continuou recebendo novidades em 2026
A Nintendo lançou atualizações para corrigir problemas e melhorar a experiência, enquanto conteúdos adicionais também ampliaram o que os jogadores podem fazer no game.
O DLC DK Island & Emerald Rush também adicionou novas possibilidades para quem já tinha terminado a campanha principal.
É aqui que Bananza ganha personalidade: a destruição deixou de ser apenas um efeito visual e virou uma das principais ferramentas do jogador.

8. DOOM: The Dark Ages — E se DOOM fosse medieval?
Essa foi uma das ideias mais curiosas de 2025.
DOOM: The Dark Ages pega a fórmula conhecida da franquia e coloca o Slayer em um cenário medieval sombrio.
Só que a mudança não ficou apenas na aparência.
O combate também foi remodelado.
O escudo ganhou importância, os ataques passaram a exigir mais leitura dos inimigos e o jogo encontrou maneiras diferentes de manter o ritmo de DOOM sem simplesmente copiar DOOM Eternal.
2026 trouxe uma expansão enorme
Em 7 de julho de 2026, chegou DOOM: The Dark Ages – Revelações.
A expansão adicionou seis fases de campanha, novos inimigos, novos desafios e a Lança com Corrente, uma arma que muda novamente as possibilidades de combate do Slayer.
Ou seja: quem terminou o jogo em 2025 ganhou um motivo concreto para voltar em 2026.
A grande sacada foi justamente essa: transformar DOOM em uma guerra medieval parecia uma ideia estranha no papel.
No jogo, ela ganhou identidade própria.

9. Hades II — A sequência que não ficou presa ao primeiro jogo
Fazer uma sequência de Hades seria fácil se a ideia fosse apenas repetir a fórmula.
A Supergiant Games decidiu não seguir esse caminho.
Em Hades II, o jogador assume o controle de Melinoë, princesa do Submundo que parte para enfrentar Cronos, o Titã do Tempo.
O jogo mantém a estrutura roguelike que tornou o primeiro título conhecido, mas apresenta novas armas, personagens, poderes e uma protagonista diferente.
A versão 1.0 chegou em setembro de 2025 para PC e Nintendo Switch, e 2026 trouxe outra etapa importante.
Agora também no PlayStation e Xbox
Em 14 de abril de 2026, Hades II chegou ao PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
A chegada aos consoles ampliou o público da sequência e veio acompanhada de novos conteúdos e melhorias.
Atualmente, o jogo está disponível em várias plataformas, incluindo Steam, Epic Games Store, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S e PlayStation 5.
É esse crescimento que faz a sequência continuar relevante: Hades II conseguiu expandir a fórmula sem simplesmente tentar ser uma cópia maior do primeiro jogo.

10. Hollow Knight: Silksong — Depois de tanta espera, Hornet finalmente chegou
Durante anos, Silksong foi praticamente uma lenda entre os jogadores.
Memes, teorias, rumores e incontáveis apresentações depois, a sequência finalmente chegou em 2025.
Desta vez, Hornet assume o protagonismo e deixa Hallownest para explorar um reino completamente novo.
A estrutura continua baseada em exploração, combate e descoberta, mas o jogo apresenta novas áreas, inimigos, ferramentas e desafios.
E a aventura ainda não acabou
A Team Cherry confirmou que uma grande expansão gratuita está em desenvolvimento.
Chamado Sea of Sorrow, o conteúdo terá novas áreas, chefes e ferramentas e está previsto para 2026.
O jogo também está disponível em diferentes plataformas, incluindo PlayStation 4 e PlayStation 5.
E é justamente aí que ele entra na lista: depois de tantos anos de espera, Silksong finalmente deixou de ser uma promessa e virou um jogo que os jogadores realmente podem jogar.
O que ficou de 2025?
Olhando para esses dez jogos juntos, fica difícil apontar apenas uma direção para os games de 2025.
E talvez essa seja justamente a parte mais interessante.
Clair Obscur mostrou uma nova franquia conquistando espaço.
Blue Prince provou que exploração e mistério ainda conseguem prender o jogador sem depender de combate tradicional.
Split Fiction colocou a cooperação no centro da aventura.
Kingdom Come: Deliverance II apostou em um RPG medieval mais detalhado.
Death Stranding 2 continuou seguindo seu próprio caminho.
Monster Hunter Wilds levou a caça para um mundo ainda maior.
Donkey Kong Bananza transformou destruição em mecânica.
DOOM: The Dark Ages reinventou a fórmula do Slayer.
Hades II mostrou como uma sequência pode expandir uma ideia conhecida.
E Silksong finalmente transformou anos de espera em uma aventura completa.
Não existe uma única fórmula ligando todos eles.
E é justamente isso que deixa a seleção interessante.
Outros jogos de 2025 que também merecem ser lembrados
Uma lista com apenas dez jogos inevitavelmente deixa alguns nomes de fora.
Entre os títulos que também fizeram parte da conversa em 2025 estão Mario Kart World, Ninja Gaiden: Ragebound e vários outros lançamentos que dividiram espaço durante um ano bastante movimentado.
O objetivo aqui não é dizer que esses dez foram os únicos jogos importantes de 2025.
A proposta é mostrar títulos que representam momentos diferentes daquele ano.
Por que essa lista ainda faz sentido em 2026?
Porque alguns jogos simplesmente não desaparecem quando termina o ano de lançamento.
Death Stranding 2 chegou ao PC.
Hades II ganhou versões para PlayStation e Xbox.
DOOM: The Dark Ages recebeu uma expansão de campanha.
Monster Hunter Wilds está se preparando para uma grande expansão em 2027.
Silksong já tem novo conteúdo planejado.
E outros continuam recebendo atualizações e sendo descobertos por novos jogadores.
Isso muda a maneira como podemos olhar para uma lista de jogos de um determinado ano.
Não é apenas sobre o que aconteceu no momento do lançamento.
Também é sobre aquilo que continua sendo discutido, jogado e expandido depois.
Talvez a melhor maneira de lembrar 2025 seja esquecer por alguns minutos a ideia de escolher um único “melhor jogo”.
O ano foi interessante justamente porque colocou propostas completamente diferentes lado a lado.
Um RPG francês com combate por turnos virou uma das grandes surpresas do ano.
Uma mansão virou um gigantesco quebra-cabeça.
Duas escritoras transformaram a cooperação em regra.
Donkey Kong ganhou um mundo praticamente feito para ser destruído.
O Slayer foi parar em uma guerra medieval.
E Hornet finalmente saiu do campo das promessas e chegou às mãos dos jogadores.
Enquanto isso, 2026 mostrou que vários desses jogos ainda tinham história para contar.
Alguns ganharam novas plataformas. Outros receberam atualizações ou expansões. E alguns já estão preparando o terreno para o que vem depois.
No fim, é isso que torna essa lista tão interessante para o Nerds Cultura.
Não são dez jogos escolhidos apenas porque apareceram em uma lista de lançamentos.
São dez jogos que ajudam a contar como foi 2025 no mundo dos games, cada um usando uma linguagem completamente diferente.
E agora queremos saber a sua opinião:
Qual jogo de 2025 você colocaria nessa lista?
E tem algum que você ainda não jogou, mas pretende conhecer em 2026?
Conta para a gente nos comentários.
