2026 está sendo um daqueles anos em que o calendário dos videogames parece não dar muita folga para o jogador.
De um lado, temos franquias conhecidas retornando depois de anos. Do outro, novas ideias tentando conquistar espaço entre produções gigantescas. Tem RPG medieval, terror, super-heróis, ficção científica, estratégia, aventura cooperativa e mundos abertos.
E o mais curioso é que o ano ainda não acabou.
Alguns dos jogos mais aguardados de 2026 já chegaram às mãos dos jogadores, enquanto outros estão guardados para os próximos meses. No meio dessa mistura, existe um nome que sozinho já seria suficiente para transformar o calendário do ano: GTA VI.
Mas ele não está sozinho.
2026 colocou os games em direções bem diferentes
Uma das coisas mais interessantes deste ano é perceber como os grandes lançamentos não estão seguindo uma única fórmula.
Enquanto alguns jogos apostam em mundos enormes, outros preferem concentrar seus esforços em combate, atmosfera, escolhas ou cooperação.
Isso também torna o calendário mais interessante para quem joga diferentes gêneros. Não é necessário gostar apenas de RPG ou mundo aberto para encontrar alguma coisa chamando atenção.
E foi principalmente no segundo semestre que essa variedade ficou ainda mais evidente.

The Blood of Dawnwalker mistura vampiros, RPG e decisões difíceis
Imagine estar em uma Europa medieval tomada pela peste e ainda precisar lidar com uma transformação que muda completamente a maneira como você enxerga o mundo.
Essa é a situação enfrentada pelo protagonista de The Blood of Dawnwalker.
O jogo coloca o jogador em uma aventura de fantasia sombria na qual o tempo possui um papel importante. As decisões tomadas durante a jornada não servem apenas para preencher diálogos: elas fazem parte da maneira como a história se desenvolve.
A presença dos vampiros também não está ali apenas para criar um visual diferente.
O protagonista precisa lidar com sua nova condição enquanto tenta proteger pessoas importantes para ele, criando uma aventura em que poder e sobrevivência caminham lado a lado.
É justamente essa combinação que faz Dawnwalker fugir um pouco do RPG medieval tradicional.
Em vez de simplesmente atravessar um mapa derrotando inimigos, o jogador precisa pensar no que fazer e em quanto tempo tem para fazer.

Marvel’s Wolverine finalmente dá a Logan o protagonismo
Wolverine já apareceu em praticamente todos os formatos possíveis.
Quadrinhos, filmes, animações e jogos ajudaram a transformar Logan em um dos personagens mais conhecidos da Marvel.
Agora, a Insomniac Games colocou o personagem no centro de uma aventura própria com Marvel’s Wolverine.
A diferença começa no próprio estilo de combate.
Enquanto Marvel’s Spider-Man utiliza mobilidade, teias e movimentação constante, Wolverine parte para o confronto direto. As garras fazem parte da maneira como Logan enfrenta seus inimigos, enquanto seu fator de cura permite que o personagem aguente situações que seriam impossíveis para um herói comum.
A aventura também amplia o universo do personagem para além de uma simples sequência de lutas.
Logan continua sendo Logan: impulsivo, violento quando necessário e carregando um passado que não desaparece só porque ele está em uma nova missão.
Para a Insomniac, o desafio é apresentar uma aventura que tenha a identidade de Wolverine sem simplesmente repetir a fórmula usada em outros jogos de super-heróis.

GTA VI é o grande capítulo que ainda está chegando
Agora chegamos ao jogo que praticamente não poderia ficar de fora de uma lista sobre 2026.
Grand Theft Auto VI está marcado para 19 de novembro de 2026, com lançamento para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
E existe um detalhe importante: enquanto vários dos jogos deste artigo já chegaram, GTA VI ainda está esperando o seu momento.
A Rockstar retorna a Vice City, mas a história não ficará limitada à cidade. O jogo apresenta o estado de Leonida, ampliando o cenário para diferentes regiões.
No centro da trama estão Jason e Lucia, dois personagens que acabam envolvidos em uma conspiração criminosa depois que um trabalho aparentemente simples dá errado.
A escolha de dois protagonistas também chama atenção porque a relação entre eles está diretamente ligada à história.
Não se trata apenas de trocar de personagem durante a campanha. Jason e Lucia precisam confiar um no outro enquanto tentam sobreviver em um ambiente onde praticamente tudo pode sair do controle.
E GTA VI chega justamente em um momento em que os mundos abertos se tornaram muito maiores e mais detalhados.
A grande questão será descobrir como a Rockstar vai transformar toda essa escala em algo que realmente tenha vida própria.
Até o momento, a empresa já apresentou um segundo trailer e, em agosto de 2026, divulgou um novo olhar estendido sobre o jogo.
Ou seja: a espera está chegando à reta final.

Control Resonant leva o sobrenatural para uma escala ainda maior
A Remedy decidiu ampliar o universo de Control com Control Resonant, colocando Dylan Faden no centro da nova história.
Desta vez, a ação se desloca para uma Manhattan afetada por acontecimentos paranormais.
E esse detalhe já mostra uma das mudanças de escala do novo jogo.
No primeiro Control, o jogador passou boa parte da aventura dentro de um ambiente fechado e cheio de mistérios. Agora, a proposta amplia o espaço disponível para exploração sem abandonar os elementos sobrenaturais que definem a franquia.
Os poderes continuam sendo uma parte importante da ação, mas o jogo também trabalha com exploração, progressão e descobertas espalhadas pelo cenário.
A graça de Control sempre esteve em transformar o estranho em algo cotidiano.
Uma porta pode levar para um lugar impossível. Um objeto comum pode esconder algo perigoso. Uma situação aparentemente normal pode rapidamente sair completamente do controle.
Control Resonant parte justamente dessa identidade para construir seu próximo capítulo.

Silent Hill: Townfall quer fazer o jogador desconfiar de tudo
Nem todo jogo precisa de um mundo gigantesco para chamar atenção.
Silent Hill: Townfall segue por uma direção diferente e aposta principalmente no desconforto.
A nova aventura coloca o jogador diante de uma história de terror psicológico marcada por mistérios, decisões e acontecimentos que nem sempre parecem fazer sentido à primeira vista.
Um dos elementos mais curiosos é a presença de uma televisão CRT que participa diretamente da experiência.
O aparelho não funciona apenas como objeto decorativo. Ele faz parte da maneira como o jogador descobre informações e interpreta o que está acontecendo.
E existe outro detalhe importante: as escolhas feitas durante a aventura podem influenciar o desfecho.
Isso combina bastante com a tradição de Silent Hill.
Em vez de simplesmente colocar monstros na frente do jogador, a franquia costuma trabalhar com aquilo que existe por trás deles.
Medo, culpa, dúvidas e interpretações fazem parte da construção do terror.
Townfall segue essa linha, mas tenta encontrar sua própria maneira de brincar com as expectativas de quem já conhece a série.

Dune: Awakening transforma Arrakis em um problema constante
Arrakis nunca foi exatamente um lugar tranquilo.
Em Dune: Awakening, essa característica deixa de ser apenas parte da história e passa a fazer parte da própria jogabilidade.
O jogo mistura sobrevivência, exploração, construção e elementos multiplayer em um enorme cenário inspirado no universo de Duna.
E o ambiente não está ali apenas para servir de decoração.
Água é um recurso precioso. O deserto apresenta perigos constantes. E os enormes vermes da areia podem transformar uma viagem aparentemente simples em uma situação complicada.
Isso cria uma dinâmica interessante: antes de pensar em explorar tudo, o jogador precisa aprender a sobreviver naquele lugar.
Construir uma base, encontrar recursos e entender como atravessar o deserto fazem parte da aventura.
É uma maneira diferente de aproveitar o universo de Duna, transformando Arrakis em algo que precisa ser compreendido e não apenas visitado.

Fire Emblem: Fortune’s Weave mostra que estratégia continua tendo espaço
No meio de tantos mundos abertos e jogos de ação, Fire Emblem: Fortune’s Weave segue por um caminho completamente diferente.
A série continua colocando estratégia no centro da experiência.
Posicionar corretamente cada personagem, entender as características dos adversários e pensar nos próximos movimentos são decisões que podem fazer uma batalha mudar completamente.
Mas Fire Emblem nunca dependeu apenas do campo de batalha.
As relações entre os personagens também ajudam a construir a identidade da série.
Isso cria uma mistura curiosa: o jogador precisa pensar como estrategista enquanto acompanha uma história formada por personagens com objetivos e vínculos diferentes.
Em uma época em que muitos RPGs apostam em combates cada vez mais rápidos, Fortune’s Weave mantém uma fórmula em que parar, observar e pensar também fazem parte da diversão.

Onimusha: Way of the Sword traz uma franquia clássica de volta
Algumas séries desaparecem por tanto tempo que o seu retorno parece improvável.
Onimusha é um desses casos.
Depois de muitos anos longe dos grandes lançamentos, a franquia voltou com Onimusha: Way of the Sword, recuperando a mistura de samurais, criaturas sobrenaturais e combates intensos que marcou seus jogos anteriores.
Para quem conheceu a série no PlayStation 2, o retorno tem um peso especial.
A ideia de controlar um guerreiro em um Japão feudal tomado por forças sobrenaturais continua sendo uma combinação bastante característica da franquia.
Mas o novo jogo não precisa viver apenas da nostalgia.
A proposta é apresentar essa fórmula para uma geração que talvez nunca tenha experimentado os títulos antigos.
É justamente aí que o retorno fica interessante: de um lado, existe a memória dos jogos clássicos; do outro, a tentativa de transformar aquela ideia em uma aventura adequada aos videogames atuais.

Minecraft Dungeons 2 aposta na diversão em grupo
Nem todo lançamento precisa tentar reinventar um gênero.
Minecraft Dungeons 2 segue uma direção mais direta, combinando combate, exploração e progressão em uma aventura que também pode ser aproveitada em grupo.
E isso ajuda a explicar por que o jogo encontra seu espaço em um ano tão cheio de produções gigantes.
Enquanto alguns títulos exigem dezenas de horas de atenção para acompanhar uma história complexa, Dungeons 2 pode funcionar de maneira mais descontraída.
A cooperação também muda a forma como cada partida acontece.
Jogar sozinho é uma coisa. Entrar em uma aventura com amigos e dividir os combates, explorar áreas e enfrentar inimigos juntos cria outra dinâmica.
É uma proposta mais simples, mas justamente por isso pode funcionar muito bem para quem procura um jogo para jogar acompanhado.

Big Walk mostra que nem todo game precisa de explosões
Em um calendário cheio de RPGs, super-heróis, terror e mundos enormes, Big Walk aparece como uma das propostas mais diferentes.
O jogo aposta na exploração cooperativa e em situações que surgem durante a própria caminhada.
Não existe a mesma preocupação em transformar tudo em uma batalha gigantesca.
Aqui, conversar, explorar, descobrir lugares e interagir com o ambiente fazem parte da diversão.
Isso é importante porque mostra um lado dos games que muitas vezes acaba escondido quando os grandes lançamentos dominam as conversas.
Um jogo pode chamar atenção justamente por fazer menos.
Em vez de tentar colocar centenas de sistemas diferentes no mesmo pacote, Big Walk encontra sua identidade em uma proposta mais simples e voltada para a interação entre jogadores.
O que esses jogos dizem sobre 2026?
O mais interessante é que não existe uma única direção dominando o ano.
Os jogos apresentados aqui seguem caminhos completamente diferentes.
The Blood of Dawnwalker trabalha com fantasia sombria, tempo e escolhas.
Marvel’s Wolverine transforma um personagem conhecido dos quadrinhos em protagonista de uma aventura própria.
Control Resonant aumenta a escala do universo sobrenatural da Remedy.
Silent Hill: Townfall aposta no terror e na interpretação.
Dune: Awakening transforma sobrevivência em parte fundamental da experiência.
Fire Emblem: Fortune’s Weave mantém a estratégia no centro.
Onimusha: Way of the Sword recupera uma franquia clássica.
E Big Walk mostra que existe espaço para propostas menores e mais descontraídas.
Enquanto isso, GTA VI representa o retorno de uma das maiores franquias dos videogames justamente no final do ano.
Essa variedade talvez seja uma das características mais marcantes de 2026.
Não existe apenas um tipo de jogador sendo atendido.
E o que ainda vem pela frente em 2026?
Se setembro já trouxe uma quantidade enorme de lançamentos, os próximos meses ainda guardam alguns nomes importantes.
Um deles é Phantom Blade Zero, previsto para outubro. O jogo mistura ação, artes marciais e fantasia sombria em uma aventura protagonizada por Soul, um assassino que tem apenas 66 dias de vida.
E então chegamos a novembro.
É quando GTA VI finalmente está programado para chegar.
A Rockstar confirmou oficialmente o lançamento para 19 de novembro, mantendo o jogo para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
Isso coloca o título justamente na reta final de um ano que já teve uma quantidade considerável de grandes lançamentos.
E, até lá, novos trailers, informações e detalhes ainda podem aparecer.
2026 ainda não terminou
Talvez seja cedo para olhar para 2026 como um ano fechado.
Ainda existe uma parte importante do calendário pela frente, e GTA VI sozinho já seria suficiente para manter o mundo dos games movimentado até novembro.
Mas o ano também mostrou que os grandes lançamentos não precisam seguir o mesmo caminho.
Alguns apostaram em franquias conhecidas. Outros trouxeram universos novos. Alguns preferiram ação, enquanto outros escolheram estratégia, terror ou cooperação.
No fim, é justamente essa mistura que deixa 2026 tão interessante.
Não existe apenas um jogo para acompanhar.
Existe uma coleção de ideias diferentes disputando espaço, cada uma tentando encontrar seu próprio lugar no calendário.
E quando GTA VI finalmente chegar, teremos mais um capítulo para descobrir se tudo aquilo que foi mostrado durante a longa espera realmente estava à altura da expectativa.
Até lá, ainda tem muito controle para apertar.
