Tem jogo que você termina e esquece depois de alguns dias. Outros conseguem ficar na memória por anos.
É justamente aí que os jogos de ação e aventura se destacam.
O gênero consegue juntar combate, exploração, personagens marcantes e histórias que fazem o jogador querer descobrir o que vem depois. E não existe apenas uma maneira de fazer isso. Alguns títulos apostam em mundos gigantescos, outros preferem uma campanha mais cinematográfica, enquanto alguns simplesmente encontram uma maneira diferente de fazer você se perder naquele universo.
Nesta seleção do Nerds Cultura, reunimos jogos que representam diferentes momentos e estilos dentro da ação e aventura.
Tem mundo aberto, aventura cinematográfica, super-heróis, samurais, mitologia, ficção científica e até uma experiência em que fazer entregas se transforma em uma jornada completamente fora do comum.
Não é um ranking de melhores jogos.
A ideia é mostrar títulos que todo fã de games deveria conhecer pelo menos uma vez, seja pela influência que tiveram, pela maneira como jogam ou pelas experiências que conseguiram criar.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild
Plataformas: Nintendo Switch e Nintendo Switch 2
Se existe uma palavra que combina com Breath of the Wild, ela é liberdade.
Hyrule não fica simplesmente esperando o jogador seguir uma sequência de missões. Desde os primeiros momentos, o jogo permite escolher diferentes caminhos e descobrir o mundo no seu próprio ritmo.
Quer subir uma montanha? Dá.
Quer atravessar uma região desconhecida? Também.
Encontrou alguma coisa interessante no horizonte e decidiu abandonar a missão principal para investigar? O jogo praticamente incentiva isso.
A física e os elementos do ambiente também fazem parte da diversão. É possível experimentar diferentes soluções para obstáculos, usar o clima a seu favor, cozinhar, explorar santuários e encontrar equipamentos espalhados pelo mapa.
E existe uma característica que faz toda diferença: o jogo recompensa a curiosidade.
Você vê alguma coisa distante e pensa:
“O que será que tem ali?”
Muitas vezes, vale a pena descobrir.
Em 2025, Breath of the Wild recebeu uma edição para Nintendo Switch 2 com melhorias técnicas e recursos adicionais.
É uma aventura que mostra como um mundo aberto pode ser muito mais interessante quando o jogador realmente sente que tem liberdade para explorá-lo.

God of War Ragnarök
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC
Kratos ficou conhecido durante anos pela violência e pela fúria.
Mas a nova fase de God of War mostrou outro lado do personagem.
Em God of War Ragnarök, a relação entre Kratos e Atreus está no centro da aventura. Enquanto os dois enfrentam acontecimentos ligados ao Ragnarök e aos deuses da mitologia nórdica, também precisam lidar com conflitos familiares e decisões difíceis.
É aí que o jogo consegue equilibrar duas coisas muito diferentes.
De um lado, temos machados, lâminas, criaturas gigantes e batalhas contra figuras da mitologia.
Do outro, existem conversas mais tranquilas, momentos de descoberta e a relação entre pai e filho.
O combate também recebeu novas possibilidades, permitindo que o jogador alterne entre diferentes armas e habilidades durante os confrontos.
Mas talvez o maior destaque seja justamente a maneira como a aventura consegue fazer o jogador se importar com os personagens entre uma batalha e outra.
Ragnarök não é apenas uma jornada para salvar os nove reinos.
É também uma história sobre tentar entender o próprio destino.

Red Dead Redemption 2
Plataformas: PC, PlayStation 4 e Xbox One
Poucos mundos abertos conseguem passar uma sensação de vida tão forte quanto Red Dead Redemption 2.
A história acompanha Arthur Morgan, integrante da gangue Van der Linde, durante um período em que o Velho Oeste começa a desaparecer.
Mas o jogador não precisa correr de missão em missão.
Pode simplesmente montar no cavalo e sair explorando.
No caminho, pode encontrar animais, outros personagens, pequenos acontecimentos ou situações que não estavam planejadas para aquela jornada.
O jogo também dá muita atenção aos detalhes.
As cidades possuem suas próprias rotinas, os personagens reagem às ações de Arthur e o ambiente muda conforme o jogador se desloca pelo mapa.
Isso faz com que algumas das melhores lembranças da aventura nem estejam relacionadas às missões principais.
Talvez você tenha parado para pescar.
Talvez tenha passado horas explorando uma região.
Ou talvez tenha começado uma missão secundária e esquecido completamente o que estava fazendo antes.
Red Dead Redemption 2 é um ótimo exemplo de como um mundo aberto pode transformar a exploração em parte fundamental da aventura.

Assassin’s Creed Valhalla
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X|S
A franquia Assassin’s Creed já levou os jogadores para diferentes momentos da história, mas Valhalla mergulha de cabeça no universo dos vikings.
Você controla Eivor, que deixa a Noruega com seu clã e parte para a Inglaterra em busca de um novo lugar para viver.
A aventura mistura combate, exploração, invasões, alianças e desenvolvimento do assentamento.
Isso faz com que o progresso de Eivor não aconteça apenas por meio das missões principais.
O assentamento também cresce conforme a aventura avança, criando a sensação de que o jogador está construindo algo.
As invasões, por sua vez, colocam grupos de guerreiros contra fortalezas e oferecem alguns dos momentos mais caóticos da campanha.
Outro ponto interessante é a forma como o jogo utiliza diferentes acontecimentos históricos e personagens da época dentro de sua própria narrativa.
Valhalla é uma escolha interessante para quem gosta de jogos que combinam exploração de mundo aberto com elementos de RPG e uma ambientação histórica.

Marvel’s Spider-Man
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC
Se você sempre quis saber como seria atravessar Nova York balançando entre os prédios, Marvel’s Spider-Man praticamente responde essa pergunta.
E o melhor: atravessar a cidade é divertido.
O sistema de movimentação é um dos grandes destaques do jogo. Peter Parker pode lançar suas teias, ganhar velocidade, mudar de direção e passar rapidamente entre os edifícios.
O combate segue a mesma proposta.
Spider-Man não luta como um personagem pesado. Ele se movimenta rapidamente, utiliza as teias, aproveita objetos do cenário e combina golpes de diferentes maneiras.
A aventura também não esquece que existe uma pessoa por trás da máscara.
Peter precisa lidar com problemas pessoais, trabalho, responsabilidades e a dificuldade de equilibrar sua vida com o papel de super-herói.
A versão Marvel’s Spider-Man Remastered está disponível para PS5 e PC.
Para quem gosta de super-heróis, é uma experiência especialmente interessante porque não se limita a contar uma história do Homem-Aranha.
Ela tenta fazer o jogador sentir como é se movimentar pela cidade como ele.

Horizon Forbidden West
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC
Máquinas gigantes em forma de animais dominam um mundo pós-apocalíptico.
Essa é uma das primeiras coisas que chama atenção em Horizon Forbidden West.
Aloy retorna para investigar uma nova ameaça e acaba explorando regiões ainda maiores, passando por desertos, florestas, áreas costeiras e ambientes submersos.
Mas o que deixa a aventura interessante não é apenas o tamanho do mapa.
É a maneira como as máquinas funcionam.
Cada uma possui características próprias e exige diferentes estratégias.
Uma criatura pode obrigar o jogador a procurar pontos fracos, enquanto outra pode exigir uma abordagem completamente diferente.
Isso faz com que a exploração esteja diretamente ligada ao combate.
Você não está apenas passeando por um mundo bonito.
Está descobrindo como aquele mundo funciona.
E quanto mais Aloy descobre sobre as máquinas e sobre o passado da humanidade, maior fica a sensação de que existe algo muito maior por trás daquele cenário.

The Last of Us Part II
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC
Alguns jogos querem fazer você se divertir.
The Last of Us Part II também quer fazer você pensar sobre aquilo que está acontecendo.
A história acompanha Ellie em uma jornada marcada por perda, violência e vingança.
Mas a narrativa não apresenta seus personagens de maneira simples.
Conforme a aventura avança, diferentes perspectivas são mostradas e acontecimentos anteriores passam a ser vistos de outra maneira.
Isso cria uma experiência bastante diferente dentro do gênero.
A jogabilidade também combina combate, furtividade e exploração.
O jogador pode se esconder, utilizar o ambiente, escolher diferentes armas e decidir como enfrentar determinadas situações.
A versão The Last of Us Part II Remastered trouxe melhorias para PS5 e PC, além de conteúdos adicionais como o modo Sem Volta.
É um jogo que pode provocar opiniões diferentes entre os jogadores, mas certamente é um exemplo importante de como uma aventura pode utilizar gameplay e narrativa para trabalhar temas mais pesados.

Uncharted 4: A Thief’s End
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC
Se você gosta de aventuras com perseguições, tesouros escondidos, ruínas antigas e cenas que parecem ter saído de um filme, Uncharted 4 é praticamente obrigatório.
Nathan Drake retorna para mais uma caça ao tesouro, dessa vez envolvendo seu irmão Sam.
A campanha passa por diferentes lugares e mistura exploração, tiroteios, escaladas, puzzles e grandes sequências de ação.
Mas existe algo que diferencia Uncharted 4 de muitos jogos de mundo aberto.
Ele não precisa entregar um mapa gigantesco para criar sensação de aventura.
Cada cenário é cuidadosamente construído para levar o jogador de uma situação para outra.
Uma escalada pode virar uma perseguição.
Uma exploração tranquila pode terminar em um tiroteio.
Uma descoberta pode abrir caminho para outro mistério.
A aventura funciona quase como um filme de ação no qual você segura o controle.
Uncharted 4 faz parte da Legacy of Thieves Collection, que também reúne The Lost Legacy.

Ghost of Tsushima
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC
Poucos jogos conseguem criar uma identidade visual tão forte quanto Ghost of Tsushima.
A aventura acompanha Jin Sakai durante a invasão mongol à ilha de Tsushima.
Como samurai, Jin foi treinado para enfrentar seus inimigos seguindo determinados princípios.
Mas a guerra exige que ele encontre novas maneiras de lutar.
É daí que nasce um dos conflitos mais interessantes do jogo.
Até onde alguém pode abandonar suas próprias tradições para proteger aquilo que ama?
No combate, Jin pode enfrentar inimigos diretamente com sua katana ou utilizar furtividade para eliminar adversários sem ser percebido.
A exploração também merece destaque.
Em vez de depender o tempo inteiro de uma interface cheia de marcadores, o jogo utiliza o vento e elementos naturais para ajudar o jogador a encontrar seu caminho.
Campos de flores, florestas, templos e montanhas tornam a simples caminhada pelo mapa uma parte importante da experiência.
É uma aventura que consegue unir combate, exploração e uma estética inspirada no cinema samurai.

Death Stranding
Plataformas: PlayStation e PC
Agora chegamos ao jogo mais diferente da seleção.
Death Stranding, criado por Hideo Kojima, não tenta seguir exatamente o modelo tradicional de ação e aventura.
Você controla Sam Porter Bridges, responsável por atravessar um mundo devastado realizando entregas e tentando reconectar comunidades isoladas.
Sim, entregar cargas é uma das principais atividades do jogo.
E é justamente aí que está sua proposta.
O terreno importa.
A quantidade de carga importa.
A escolha do caminho importa.
Uma montanha pode parecer simples de atravessar até você perceber que está carregando equipamentos pesados.
O jogo também apresenta uma forma diferente de interação entre jogadores.
É possível encontrar estruturas deixadas por outras pessoas e construir recursos que poderão ajudar jogadores desconhecidos.
Não é uma experiência tradicional de multiplayer.
É uma ideia de conexão indireta que combina com o próprio tema do jogo.
Death Stranding pode não funcionar da mesma maneira para todos os jogadores, mas sua proposta é tão diferente que acabou se tornando uma das experiências mais particulares da geração.
O que esses jogos têm em comum?
À primeira vista, eles parecem completamente diferentes.
Um coloca Link em um enorme mundo de fantasia.
Outro acompanha um pistoleiro no Velho Oeste.
Temos vikings, samurais, super-heróis, máquinas gigantes, mitologia nórdica e até um entregador atravessando um mundo destruído.
Mas existe algo ligando todas essas experiências.
A sensação de aventura.
Todos eles dão ao jogador algum motivo para continuar avançando.
Às vezes é descobrir o que existe depois de uma montanha.
Às vezes é saber como uma história vai terminar.
Em outras situações, é simplesmente encontrar uma nova região e descobrir o que ela esconde.
E é justamente essa capacidade de despertar curiosidade que faz o gênero continuar tão forte.
O que esperar dos próximos jogos de ação e aventura?
O gênero continua se misturando cada vez mais com outros estilos.
Elementos de RPG, sobrevivência, furtividade, exploração e personalização aparecem em jogos que antes seriam classificados simplesmente como ação e aventura.
Os mundos também estão ficando mais detalhados e interativos.
Mas existe uma questão importante para os próximos anos: não basta aumentar o tamanho dos mapas.
Os jogadores também querem motivos para explorar esses espaços.
Uma área enorme e vazia pode impressionar durante alguns minutos.
Um mundo que reage, surpreende e recompensa a curiosidade consegue permanecer interessante por muito mais tempo.
A tecnologia, incluindo avanços em inteligência artificial, iluminação, física e processamento, pode ajudar nessa evolução.
Mas a tecnologia será apenas uma ferramenta.
A criatividade continuará sendo o que diferencia uma aventura esquecível de uma experiência que permanece na memória.
Os jogos de ação e aventura podem ter mudado bastante ao longo dos anos, mas continuam tendo uma característica em comum: fazem o jogador querer descobrir o que vem depois.
Foi assim com os grandes clássicos.
Foi assim quando os mundos abertos ganharam força.
E continua sendo assim nos grandes lançamentos modernos.
Alguns jogos impressionam pela liberdade.
Outros pela história.
Alguns pelo combate.
E existem aqueles que simplesmente encontram uma maneira completamente diferente de fazer as coisas.
É por isso que não existe apenas um tipo de grande aventura.
Existe a aventura que combina com cada jogador.
Agora queremos saber:
qual desses jogos já faz parte da sua história como gamer?
E qual outro você colocaria nessa seleção?
Conta nos comentários do Nerds Cultura.
